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🦟 Uma vacina brasileira contra a forma mais comum de malária no país acaba de cruzar uma fronteira decisiva: os testes em pessoas.

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🦟 Uma vacina brasileira contra a malária acaba de receber sinal verde para ser testada em humanos. A Vivaxin mira o Plasmodium vivax, responsável pela forma mais comum da doença no Brasil — e sua próxima etapa começa em Belo Horizonte. 🧵

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A história nasce da ciência pública e da cooperação: a vacina é desenvolvida pelo CT Vacinas da UFMG, em parceria com a USP e o laboratório Cristália. Agora, a autorização da Anvisa permite que a pesquisa saia do laboratório e entre na fase clínica.

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O primeiro capítulo terá 48 voluntários saudáveis, entre 18 e 59 anos, que nunca tiveram malária. Eles receberão três doses, com 28 dias de intervalo. Não é ainda uma campanha de vacinação: é a etapa que pergunta, antes de tudo, se o caminho é seguro.

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Por 360 dias, pesquisadores vão acompanhar cada participante no Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da UFMG. Serão observadas possíveis reações e a capacidade da Vivaxin de despertar uma resposta do sistema imunológico.

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O alvo não foi escolhido por acaso. A malária vivax concentra grande parte dos casos brasileiros, especialmente na Amazônia. Febre, calafrios e dor de cabeça são marcas conhecidas da doença — mas o parasita pode se esconder no fígado e voltar depois, causando novos episódios.

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É justamente essa recaída que torna o desafio tão complexo. A Vivaxin não é uma promessa pronta: ainda precisará passar por novos estudos para demonstrar eficácia e nível de proteção. Ciência responsável avança assim, com etapas, evidências e tempo.

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Se der certo, uma vacina desenvolvida no Brasil poderá fortalecer a resposta a uma doença que afeta de forma desigual territórios amazônicos. Por enquanto, a notícia é esta: 48 pessoas ajudarão a abrir uma porta que pode beneficiar milhões no futuro.

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