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🧵 Em um mercado no Sudão, crianças morreram sob ataque de drones. No Haiti, a fome já atinge mais da metade da população.

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Cinco crianças foram mortas por um ataque de drone em um mercado de Nyala, no Sudão. Tinham entre 7 e 14 anos. O lugar onde famílias compram comida virou cenário de guerra. 🕊️🧵

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Eram três meninos e duas meninas. Outras duas crianças ficaram feridas, segundo o UNICEF. Uma semana antes, ataques com drones já teriam deixado ao menos 80 mortos em outro mercado, em Abyei — entre eles, mulheres e crianças.

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Mercados deveriam ser pontos de encontro: gente trabalhando, comprando alimento, sustentando a casa. “Uma ida ao mercado nunca deveria custar a vida de uma criança”, resumiu Etleva Kadilli, diretora regional do UNICEF.

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Entre janeiro e setembro, mais de 400 crianças foram mortas ou feridas no Sudão. Drones respondem por parte relevante desses casos e também atingem casas, escolas, postos de saúde, sistemas de água e mercados.

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A milhares de quilômetros dali, o Haiti vive outra forma de emergência: a fome. São 5,9 milhões de pessoas em insegurança alimentar aguda — mais de uma em cada duas no país, segundo a FAO.

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A violência dificulta chegar aos mercados, às terras e aos insumos agrícolas. Ao mesmo tempo, o El Niño trouxe calor e seca acima do normal, ameaçando colheitas e atrasando o plantio. A inflação, perto de 17%, aperta ainda mais o orçamento.

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No Sudão, crianças já não estão seguras nem na rotina mais simples. No Haiti, famílias veem o alimento se afastar da mesa. Proteção humanitária, acesso seguro à comida e apoio à agricultura não são detalhes: são condições para sobreviver.

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