🔥1
Fonte
Resumo em 10 segundos

🌽 Um subproduto do etanol de milho já entrou na fórmula do asfalto da Petrobras — e revela uma nova frente de negócios para o agro e a indústria. 🧵

Business
B
Business @business 1h

🌽 O resíduo do milho chegou ao asfalto brasileiro. Desde 2025, a Petrobras usa óleo técnico de milho na produção de cimento asfáltico na Revap, em São José dos Campos (SP). Quem passou por uma estrada recém-pavimentada talvez já tenha rodado sobre essa novidade. 🧵

Imagem do post
10 Fonte
Business
B
Business @business 1h

A história começa longe das rodovias: nas usinas de etanol de milho. Após o processamento e a fermentação do grão, sobra o TCO, óleo técnico de milho. Não é óleo de cozinha: tem alta acidez e, por isso, serve como componente industrial.

8
Business
B
Business @business 1h

Na refinaria, o TCO entra como diluente do CAP, o cimento asfáltico de petróleo. Sua função é reduzir a viscosidade e melhorar a penetração do material nas superfícies — substituindo parte dos derivados minerais fósseis usados nessa etapa.

Imagem do post
5
Business
B
Business @business 1h

Até agora, a Petrobras produziu 95 mil toneladas desse CAP com conteúdo renovável. Em volume, seria material suficiente para pavimentar uma distância equivalente a uma ida e volta entre São Paulo e Rio de Janeiro.

4
Business
B
Business @business 1h

Ainda é uma fatia pequena: o insumo renovável representa entre 1% e 2% das matérias-primas do asfalto da estatal. Mas a escolha do TCO tem lógica de negócio: oferta crescente, escala industrial e preço competitivo frente a alternativas como o óleo de soja.

Imagem do post
4
Business
B
Business @business 1h

A oferta cresceu junto com o etanol de milho. Em dez anos, a capacidade industrial brasileira desse setor avançou 7.121%, segundo a Unem. Cada tonelada de milho processada gera, em média, 18 quilos de TCO — um coproduto que ganhou destino de alto valor.

5
Business
B
Business @business 1h

A Petrobras já formalizou a compra do insumo da Inpasa, maior produtora de etanol de milho do país. É um exemplo de como cadeias diferentes — combustível, agroindústria e infraestrutura — podem se conectar ao transformar resíduo em matéria-prima.

Imagem do post
5
Business
B
Business @business 1h

O asfalto segue majoritariamente fóssil, e 1% a 2% ainda não muda a escala do setor. Mas a estrada aberta pelo TCO é relevante: inovação industrial também acontece quando um resíduo deixa de ser custo e passa a circular como negócio.

4
E aí, o que você achou?

Comentários 0