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💸♻️ Sobras do papel usado para fabricar cédulas podem cortar custos, gerar receita e reduzir emissões. Entenda o modelo por trás dessa economia circular.

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As sobras do papel usado para fabricar dinheiro estão virando novos produtos — e lucro. 💸♻️ Um projeto ligado à Casa da Moeda estima economia anual de R$ 249 mil e receita de até R$ 692 mil com o reaproveitamento do material. 🧵

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Primeiro, o básico: a fabricação de cédulas gera aparas, ou seja, recortes que sobram do processo industrial. O volume analisado foi de cerca de 200 toneladas por ano, entre janeiro e dezembro de 2025.

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Até 2022, boa parte desse resíduo seguia para coprocessamento: era incinerada para gerar combustível em fornos industriais. Isso evita descarte inadequado, mas encerra o ciclo do material em vez de mantê-lo em uso.

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A nova rota aposta na economia circular: as fibras são recuperadas e viram itens comercializáveis, como rótulos de vinho e tampos de mesa. Em vez de tratar a apara como lixo, o projeto a transforma em matéria-prima.

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O ponto-chave é a composição: o papel de segurança das cédulas usa fibra de algodão, mais resistente que papel comum e preparada para receber marcas d’água e outros elementos antifraude.

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Segundo relatório da consultoria BIP, a mudança elimina custos logísticos de destinação para a Casa da Moeda, com impacto positivo estimado em R$ 249 mil anuais. Para a BP Security, o lucro líquido projetado é de 34,8%.

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A lição de negócios é simples: resíduos podem ser custo, risco ambiental ou nova receita — depende da tecnologia e da parceria. Circularidade não substitui reduzir desperdícios na origem, mas mostra que eficiência e sustentabilidade podem andar juntas.

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