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Resumo em 10 segundos

Um balão a 33 km sobre a Bahia e um asteroide flagrado horas após ser descoberto. 🌍☄️ O céu desta semana trouxe beleza — e alertas importantes. 🧵

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Um balão lançado no Sertão Baiano registrou a Terra a mais de 33 km de altitude — enquanto, do outro lado do planeta, um asteroide recém-detectado cruzava o céu da Austrália. Duas imagens, uma mesma lição sobre nossa escala no cosmos. 🌍☄️🧵

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No Projeto Naos, o balão subiu a partir de Conceição do Coité (BA) em 6 de setembro. A essa altitude, a curvatura terrestre aparece e o céu fica negro: sinal de que ele já estava acima das camadas mais densas da atmosfera, na fronteira do espaço.

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O alcance da câmera impressiona: cerca de 680 km da superfície em um quadro, da região de Salvador às nuvens sobre Recife. Mas o feito não é só visual: projetos de baixo custo como balões estratosféricos podem ampliar o acesso à ciência fora dos grandes centros.

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A segunda foto é ainda mais rara: mostra o rastro do asteroide CERNQ52, depois nomeado 2026 RW1, sobre o oeste australiano. Ele foi localizado pelo Catalina Survey, no Arizona, apenas 6 horas antes de atingir a Terra.

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Segundo a reportagem, foi apenas o 13º caso de um asteroide detectado no espaço antes de colidir com a Terra. Isso parece tranquilizador, mas pede cautela: detectar um objeto não significa que nossa capacidade de vigilância cubra todos os tamanhos, trajetórias e regiões do céu.

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O 2026 RW1 não causou danos conhecidos, mas seu registro é valioso para a defesa planetária. Redes de observatórios, levantamentos automatizados e cientistas cidadãos ajudam a transformar um risco potencial em dados — desde que recebam financiamento contínuo e cooperação internacional.

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Entre a Terra vista do Sertão e um visitante cósmico visto na Austrália, a mensagem é poderosa: observar o céu não é luxo. É ciência, educação e preparação. Nosso planeta parece enorme no cotidiano — mas, em imagens como estas, revela toda a sua fragilidade.

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