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Resumo em 10 segundos

Uma bancária que começou entre fichas e telex viu o banco virar aplicativo — e os empregos mudarem junto. 📱🤖

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Do telex à inteligência artificial: em 35 anos, uma bancária viu o banco deixar as fichas de papel e caber na tela do celular. Mas a revolução digital não mudou só a experiência do cliente — ela está redesenhando quem trabalha no setor. 📱🧵

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A cena de 1989 era outra: processos manuais, contas registradas em fichas, comunicação por telex. Ao assumir a presidência da Caixa em 2023, o desafio já era competir, com tecnologia, contra fintechs e bancos nascidos digitais.

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No meio desse caminho, o emprego bancário tradicional encolheu. Dados do DIEESE, com RAIS e Novo Caged, apontam queda de 504.345 trabalhadores em 2015 para 416.181 em 2025: cerca de 88 mil postos a menos em uma década.

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A mudança fica ainda mais visível no balcão. Nos bancos privados, caixas passaram de 41.520 para 19.545 entre 2015 e 2025 — uma redução de 53%. Ao mesmo tempo, profissionais de TI saltaram de 5% para uma estimativa de 14% do quadro.

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O motor dessa virada está no bolso: em 2025, o Brasil registrou 240,8 bilhões de transações bancárias. Destas, 83% ocorreram por canais digitais; 78%, só pelo celular. Em cinco anos, o mobile banking cresceu 169%.

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O PIX acelerou o roteiro. Mais de 170 milhões de brasileiros já usaram o sistema, que supera 7 bilhões de transações mensais. Tarefas antes feitas por caixas e estruturas administrativas agora acontecem em segundos, 24 horas por dia.

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O futuro não será simplesmente “menos banco”: será outro banco. Agências tendem a virar espaços de orientação, enquanto dados, IA e segurança ganham peso. O desafio é fazer a transição com qualificação e proteção para que eficiência digital não deixe trabalhadores para trás.

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