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Resumo em 10 segundos

Uma preocupação comum entre doadoras ganhou uma resposta científica: produzir leite excedente não parece cobrar um preço extra dos ossos. 🦴🤱

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Doar leite materno não aumenta a perda de massa óssea das mães, segundo pesquisa da Unesp em Botucatu. 🦴🤱 A descoberta responde a um receio silencioso de muitas mulheres que ajudam a alimentar outros bebês. 🧵

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A história começa no próprio corpo: na gravidez e nos primeiros meses de amamentação, cresce a demanda por cálcio. Quando falta mineral disponível, o organismo pode recorrer temporariamente aos ossos da mãe.

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Essa perda natural de massa óssea pode variar de 3% a 10% nos quatro primeiros meses de lactação. Era lógico imaginar: quem produz mais leite — inclusive para doar — perderia ainda mais, certo?

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Foi essa hipótese que a equipe liderada pela professora Tamara Beres Lederer Goldberg decidiu testar. Entre 2020 e 2023, 77 nutrizes foram acompanhadas: 38 amamentavam apenas seus bebês; 39 também doavam o excedente.

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O resultado publicado no Jornal de Pediatria foi direto: o impacto sobre a massa óssea foi o mesmo nos dois grupos. Em outras palavras, a doação não intensificou a perda óssea associada à amamentação.

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Com a introdução alimentar, a normalização hormonal e o retorno da menstruação, a massa óssea tende a se recompor. A evidência reforça a importância dos bancos de leite: apoiar doadoras com informação e cuidado amplia a rede que salva vidas neonatais.

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