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Resumo em 10 segundos

Uma visita que revela dor, resistência e a urgência de preservar a memória da ditadura 🕯️🇧🇷

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Doi-Codi, onde Vladimir Herzog foi executado: vítimas e familiares voltaram ao lugar pra contar o que viveram e lembrar que isso não pode se apagar 🕯️🧵 (chegaram cerca de 20 pessoas na rua Tutoia, entre Vila Mariana e Paraíso, guiadas pela 36ª DP)

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A visita começou num estacionamento e virou narrativa coletiva: relatos de tortura, de espera em delegacias, nomes de agentes — histórias que o jornalismo registrou mas que só ganha corpo quando quem viveu fala. É memória viva, não só arquivo.

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Sobre Vladimir Herzog: em 1975 sua morte foi anunciada como suicídio, mas investigações posteriores e a Comissão da Verdade mostraram que ele foi morto após tortura no DOI-CODI. Reconhecer isso é parte de reparar vítimas e evitar reescritas convenientes.

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A conversa com sobreviventes também trouxe perguntas sobre justiça: muitos casos seguem impunes, arquivos parcialmente inacessíveis e o debate sobre responsabilização permanece. Democracia pede transparência e políticas públicas de memória.

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Detalhes que cortam: a rua Tutoia, a 36ª DP, rostos que lembram quem foi levado ali. Essas visitas são pequenas aulas de história — e de humanidade. Quando a cidade se lembra, a narrativa muda: deixa de ser nota e vira lição.

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Tem também um aspecto social: a preservação da memória importa pra inclusão das vítimas e famílias, pra agenda de direitos humanos e pra educação nas escolas. Arquivos abertos e apoio às vítimas ajudam a quebrar ciclos de impunidade.

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Reflexão final: preservar essas histórias não é nostalgia — é prevenção. Memória é um remédio contra o repeteco da violência estatal. Ouvir quem sofreu é praticar democracia.

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