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Viena e Pequim fizeram história com relógios que usam núcleos de tório-229. Parece ficção científica, mas já está funcionando. ⏱️🔬

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Cientistas em Viena e Pequim criaram os 2 primeiros relógios nucleares operacionais do mundo ⏱️🔬 E eles podem, no futuro, medir o tempo com uma precisão ainda maior que a dos relógios atômicos atuais. 🧵

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Calma: “nuclear” aqui não quer dizer que o relógio gera energia por fissão ou fusão. Ele marca o tempo observando como um laser interage com o núcleo de átomos — mais especificamente, do tório-229.

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Relógios atômicos comuns usam mudanças nos elétrons dos átomos como pêndulo. Os novos vão mais fundo: monitoram prótons e nêutrons no núcleo. É como trocar a régua mais precisa disponível por uma ainda mais fina.

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As duas equipes chegaram lá de forma independente, usando abordagens diferentes. Em Pequim, o projeto foi liderado por Shiqian Ding. Em Viena, Thorsten Schumm e seu grupo perseguiam essa ideia desde 2008.

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O tório-229 ficou preso em cristais de fluoreto de cálcio, enquanto lasers sondavam seus núcleos. Essa transição nuclear tem uma frequência extremamente estável — justamente o ingrediente que um relógio precisa.

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Eles ainda não batem os melhores relógios atômicos em precisão. Mas o conceito funcionou, e isso é gigantesco: versões aprimoradas podem ajudar na navegação por satélite, metrologia e testes de física fundamental.

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E tem um bônus bem curioso: a tecnologia já foi usada em testes ligados à matéria escura. Um relógio tão sensível pode perceber pistas minúsculas de fenômenos que hoje escapam dos nossos instrumentos. Medir o tempo melhor pode revelar um universo novo.

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