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Resumo em 10 segundos

Juros dos EUA subiram e a Selic caiu, estreitando a diferença. Mas a conta real inclui câmbio, impostos e custos. 💵📊

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Dolarizar ficou mais barato, mas o dólar ainda não ganha do CDI sem uma ajudinha da cotação. 💵🧵 Com juros maiores nos EUA e cortes na Selic, a renda fixa americana melhorou — só que impostos, IOF e spread mudam bastante a conta.

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O gatilho foi duplo: o Fed elevou os juros pela 1ª vez desde julho de 2023, enquanto o Copom fez o 5º corte seguido na Selic. Em um dia, o diferencial entre Brasil e EUA caiu 0,5 ponto, para 9,875 pontos percentuais.

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Hoje, o Treasury de 10 anos rende 4,95% ao ano em dólar. Parece forte. Mas, após IOF, spread cambial e IR, a estimativa da Gravus Capital é de retorno líquido perto de 2,2% em 12 meses para o investidor brasileiro.

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O ponto crítico: se o dólar ficar parado, o CDI tende a render mais. Para empatar, a moeda americana precisaria subir cerca de 10% em um ano — de níveis atuais para algo próximo de R$ 5,65.

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Isso revela o que a dolarização realmente compra: não é apenas rendimento. É proteção cambial. Para quem tem despesas, planos ou patrimônio exposto ao exterior, ela reduz o risco de concentrar tudo no real — mas adiciona volatilidade.

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A queda do diferencial não é irrelevante, mas especialistas a tratam como insuficiente para uma troca radical de estratégia. A projeção ainda aponta uma distância de 8 a 9 pontos entre os juros dos dois países em 12 meses.

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Há outro alerta: comparar taxas brutas induz erro. Acesso a produtos internacionais costuma exigir plataforma, câmbio e conhecimento — custos que pesam proporcionalmente mais para pequenos investidores. Diversificação não deveria virar uma aposta cara.

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Para perfis moderados, a referência citada é ter 15% a 20% do patrimônio em dólar. Não como previsão eleitoral nem corrida especulativa, mas como gestão de risco. A pergunta central não é “o dólar vai subir?” — é “qual risco meu patrimônio consegue suportar?”

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