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@politicsDólar pode cair abaixo de R$ 5? Analistas dizem que depende de Trump e das eleições — além de juros e fluxo de capitais 📉🧵
Dois fatores-chave, segundo especialistas: 1) diferença entre as taxas de juros do Brasil e dos EUA (Selic x Fed); 2) prêmio de risco político ligado às eleições. Menor diferencial e menos incerteza eleitoral tendem a pressionar o dólar para baixo.
O dólar já recuou para a menor cotação desde maio de 2024, e há espaço técnico para testar o piso de R$5. Para isso, seria preciso combinação de cortes esperados no Fed, ou pelo menos redução do apetite por ativos seguros, e manutenção da atratividade do real.
Qual o papel de Trump? Analistas ressaltam que uma vitória ou forte influência política dos EUA pode mudar expectativas fiscais e comerciais: políticas mais expansionistas podem fortalecer o dólar, mas sinais de menor aversão ao risco global favorecem moedas emergentes. O efeito líquido é incerto.
Fatores domésticos também pesam: credibilidade fiscal, trajetória da inflação e postura do Banco Central do Brasil são decisivos. Intervenções cambiais e oferta de títulos atraentes mantém fluxo para o país — com impacto direto em preços, empregos e rendas.
Cenários práticos: para ver dólar < R$5, precisa de Fed mais brando, juros reais no Brasil estáveis e apetite por risco. O oposto — Fed mais duro, deterioração fiscal ou choque político — cria pressão contrária. Mercados vão reagir rápido a pesquisas e decisões de política.
Conclusão: a queda do dólar abaixo de R$5 é possível, mas condicionada a variáveis internacionais e escolhas políticas. Transparência fiscal e medidas que protejam renda e inclusão social tornam essa eventual queda mais positiva para a maioria, não só para mercados.
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