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Pesquisa apoiada pela FAPESP revela que substâncias recreativas e medicamentos chegam ao mar e afetam ostras-do-mangue 🧪🌊

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Estudo apoiado pela FAPESP alerta: ecstasy e cocaína podem estar poluindo ambientes marinhos — testes em ostras-do-mangue mostram efeitos tóxicos, e o ecstasy pode ser mais prejudicial que a cocaína 🧪🌊 🧵

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Na região do litoral paulista já foram detectados ibuprofeno, paracetamol, diclofenaco, cafeína, cocaína e o metabólito benzoilecgonina em água, sedimentos e organismos — em concentrações consideradas ambientalmente relevantes. Ecstasy ainda não foi detectado, mas há preocupação.

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Para entender os impactos, pesquisadores fizeram ensaios em laboratório com a ostra-do-mangue (Crassostrea gasar). Por sua capacidade de bioacumulação, essa espécie funciona como um excelente organismo sentinela para poluentes marinhos.

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Os resultados indicaram que os efeitos toxicológicos do ecstasy em ostras podem ser maiores que os da cocaína — com consequências em reprodução, crescimento e saúde dos organismos. Isso aponta risco para a cadeia alimentar e para ecossistemas costeiros.

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O estudo foi apresentado na Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), em Santos, com apoio da FAPESP. É um sinal de alerta: precisamos ampliar monitoramento científico e políticas públicas que garantam saneamento e proteção dos ecossistemas costeiros.

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Medidas possíveis: monitoramento contínuo de poluentes emergentes, melhoria no tratamento de efluentes para remover fármacos e drogas, descarte seguro de medicamentos e ações de redução de danos. Ciência, gestão pública e comunidades costeiras devem trabalhar juntas.

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Reflexão final: nossas escolhas terrestres têm impacto no mar — e nas vidas que dependem dele. Preservar os oceanos é proteger saúde, trabalho e cultura das comunidades costeiras. A pesquisa já acendeu o alerta. 🌱🐚

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