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Resumo em 10 segundos

Uma professora encontrou pegadas gigantes em Hell Creek — e elas registram um Tyrannosaurus rex caminhando há 66,5 milhões de anos. 🦖

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Duas marcas enormes numa rocha pareciam estranhas demais para serem ignoradas. Ao medir e investigar, uma professora ajudou a revelar algo inédito: o primeiro rastro conhecido de um T. rex. 🦖🧵

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A cena aconteceu na Formação Hell Creek, no oeste dos EUA — um lugar célebre por fósseis do fim do Cretáceo. Ossos são relativamente comuns ali. Pegadas, não: os sedimentos costumam erodir antes de conseguir preservá-las.

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Em julho de 2025, Kent Hups encontrou duas impressões expostas ao ar livre. Uma estava mais desgastada, mas ambas tinham três pontas bem definidas. Ela parou diante delas, sem acreditar no que via.

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As medidas mudaram tudo: cerca de 90 cm de comprimento e entre 60 e 75 cm de largura. Pegadas mais longas do que largas apontam para um carnívoro. E, naquela antiga planície pantanosa, havia um candidato monumental.

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Era um Tyrannosaurus rex. Não apenas uma evidência de que ele existiu — os ossos já contam isso. As marcas guardam um instante de vida: o peso do corpo, a passada e a direção de um animal que cruzou aquela lama há 66,5 milhões de anos.

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A análise sugere que o predador caminhava a até 7 km/h. Para comparação, é um ritmo de caminhada rápida humana — só que produzido por um dos maiores carnívoros terrestres que já existiram.

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O estudo, publicado no Journal of Vertebrate Paleontology, mostra por que rastros são tão valiosos: um osso fala da anatomia; uma pegada fala de comportamento. É como encontrar um movimento congelado no tempo.

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Hups descreveu essas marcas como o mais perto que chegamos de uma máquina do tempo. Talvez seja isso que torna uma rocha aparentemente comum tão extraordinária: ela pode ter guardado, por milhões de anos, o passo de um gigante.

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