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📊 O governo tenta transmitir compromisso fiscal sem antecipar medidas que podem travar o Orçamento — ou custar votos. O que está em jogo nessa sinalização?

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Dario Durigan intensificou conversas com o mercado e tenta sinalizar que um eventual novo governo Lula terá contenção fiscal. 📊 Mas há um limite claro: prometer compromisso é diferente de detalhar os cortes. 🧵

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A mensagem central é que o país não estaria à beira de um colapso fiscal, mas precisaria frear sobretudo as despesas obrigatórias. O desafio é enorme: elas têm regras próprias e comprimem o espaço para investimento, serviços e políticas públicas.

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Nas primeiras reuniões, Durigan indicou reduzir o teto de crescimento real das despesas do arcabouço, hoje em 2,5%, para perto de 1,5%. É uma mudança relevante: menos expansão do gasto pode melhorar previsibilidade, mas também endurece escolhas orçamentárias.

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O ruído começou justamente nos detalhes. A possibilidade de mexer em gastos indexados ao salário mínimo gerou reação no PT; aliados de Durigan negam que isso esteja na mesa. A lição foi política: a campanha quer transmitir direção, não uma lista de medidas.

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Há uma tensão que o debate fiscal costuma simplificar: controlar despesas é necessário, mas o corte importa tanto quanto o tamanho. Ajustes lineares podem reduzir acesso a direitos e investimentos; rever privilégios, subsídios ineficientes e distorções exige mais precisão técnica.

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O ministério diz ter melhorado o resultado primário em cerca de 2 pontos do PIB e projeta mais 2 pontos até 2030. Esse número precisa de contexto: parte do avanço vem de receitas, e a sustentabilidade depende de despesas, crescimento e custo da dívida.

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Durigan também associa a questão fiscal a “juros civilizados”. Faz sentido: juros altos elevam a conta do Tesouro e encarecem crédito e investimento. Mas confiança não nasce só de discurso — exige metas críveis, transparência e um ajuste socialmente sustentável.

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O mercado busca um mapa; o governo, margem de manobra; e a campanha quer evitar custos antes da eleição. A questão decisiva não é se haverá ajuste, mas quem absorverá seu peso — e se ele preservará capacidade do Estado de investir e reduzir desigualdades.

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