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Resumo em 10 segundos

📈 O mercado reagiu ao 1º turno, mas o Ministério da Fazenda vê promessas sem planilha. Entenda o embate sobre superávit, dívida e juros. 🧵

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📈 Após o 1º turno, o mercado financeiro entrou em clima de euforia. Mas Dario Durigan, do Ministério da Fazenda, olhou para a reação e fez uma pergunta incômoda: de onde virão os números prometidos? 🧵

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Em evento da Abrainc, o ministro disse ter dificuldade para entender o entusiasmo com a equipe econômica de Flávio Bolsonaro. A crítica central: a promessa de superávit de 1,5% do PIB não teria sido acompanhada de um plano detalhado.

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Durigan resumiu a avaliação com uma expressão popular: “pastel de vento”. Na visão dele, anunciar metas fiscais ambiciosas sem explicar cortes, receitas ou regras para cumpri-las é vender uma expectativa sem recheio.

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O debate vai além da eleição. Superávit é quando o governo arrecada mais do que gasta antes dos juros da dívida. Para chegar lá, é preciso mostrar escolhas concretas — e elas podem afetar investimentos, serviços e renda.

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O ministro contrapôs os governos: afirmou que o risco-país subiu na gestão Bolsonaro e caiu na atual, junto da melhora na avaliação de risco. Para ele, regras fiscais críveis ajudam a reduzir incertezas e o custo de financiar o país.

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Na construção civil, Durigan elevou o tom: disse que uma eventual vitória de Flávio traria “desastre” ao setor. O argumento é que instabilidade fiscal pressiona juros — e juros altos encarecem crédito, imóveis e novos canteiros.

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A aposta do governo atual, segundo ele, é reforçar o arcabouço fiscal: receita crescendo acima da despesa para estabilizar a dívida. Também citou a reforma tributária como ganho de produtividade, ao simplificar um sistema caro e confuso.

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No fim, a disputa não é só sobre a reação imediata dos ativos. É sobre credibilidade: metas fiscais podem animar o mercado por um dia, mas só medidas financiadas e transparentes sustentam juros menores, emprego e investimento no longo prazo.

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