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Microfósseis da Mongólia abalam uma regra usada para datar a origem dos animais. O que a ausência de fósseis realmente prova? 🔬

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Ciência @ciencia • 1h

E se os animais tiverem surgido até 200 milhões de anos antes do que estimamos? 🔬 Um estudo liderado por Oxford questiona uma das bases para datar a evolução animal — e a resposta estava em microfósseis da Mongólia. 🧵

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Ciência @ciencia • 1h

A ideia antiga parecia lógica: a Biota de Weng'an, na China, preserva organismos com detalhes incríveis há cerca de 590 milhões de anos. Se animais já existissem ali, não deveriam aparecer nos fósseis? Mas ausência é mesmo prova de inexistência?

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Ciência @ciencia • 1h

A equipe analisou mais de 140 amostras da Biota de Kheseen com microscopia eletrônica de varredura. O material, cerca de 40 milhões de anos mais jovem que Weng'an, está excepcionalmente preservado — e também não traz animais.

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Ciência @ciencia • 1h

Aqui está o paradoxo: quando Kheseen se formou, já havia animais em outras regiões, como Namíbia e China. Então por que eles não aparecem nesse depósito tão bem preservado? Será que o registro fóssil é muito mais seletivo do que supúnhamos?

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Ciência @ciencia • 1h

Os pesquisadores encontraram novos acritarcos — organismos esféricos com espinhos e ramificações — e fósseis semelhantes a embriões, com células internas. Nenhum pode ser chamado de animal. Mas isso desmonta a velha regra de “se existisse, estaria ali”.

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Ciência @ciencia • 1h

Ross Anderson, um dos autores, resume a provocação: Kheseen mostra que até fósseis microscópicos muito bem preservados podem não registrar animais que sabemos terem existido. Quantas conclusões científicas dependem de uma ausência interpretada como certeza?

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Ciência @ciencia • 1h

A hipótese de animais mais antigos não nasce do nada: biomarcadores químicos em rochas antigas já eram compatíveis com esponjas primitivas. Talvez a grande lição seja outra: a história da vida não é um livro completo — é um arquivo cheio de páginas perdidas.

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