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🏛️ Mohenjo-daro pode ter combinado urbanização, prosperidade e relativa igualdade — uma descoberta que desafia velhas certezas sobre civilizações.

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Uma metrópole de 4.500 anos teria reduzido a desigualdade enquanto crescia? 🏛️🧵 Estimativas sobre Mohenjo-daro, no atual Paquistão, sugerem que a cidade pode ter alcançado uma distribuição de riqueza comparável à de países escandinavos atuais.

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Fundada por volta de 2500 a.C., Mohenjo-daro chegou a ter cerca de 40 mil habitantes. Como uma cidade tão antiga poderia ser grande, organizada e relativamente igualitária — sem palácios monumentais ou reis identificados?

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O estudo, publicado na revista Antiquity, analisou o tamanho de prováveis residências ao longo dos séculos. A lógica é direta: moradias muito discrepantes podem indicar concentração de riqueza. E os indícios apontam para menor diferença com o tempo.

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Isso confronta uma ideia clássica: a de que civilização exige uma elite poderosa e uma maioria sustentando seus privilégios. Agricultura, especialistas e cidades levariam inevitavelmente à hierarquia. Mas inevitavelmente para quem?

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Mohenjo-daro tinha planejamento urbano sofisticado: ruas em traçado regular, sistemas de drenagem e estruturas coletivas. Será que infraestrutura pública e participação comunitária foram mais decisivas do que a ostentação de governantes?

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Cautela: tamanho de casa não revela toda a vida social. A escrita do Vale do Indo ainda não foi decifrada, e nem sabemos o nome original da cidade. Mas a arqueologia mostra que o passado é bem menos previsível do que os manuais sugerem.

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Mohenjo-daro foi abandonada por volta de 1700 a.C., mas deixa uma pergunta incômoda: se uma cidade da Idade do Bronze pôde prosperar sem desigualdade extrema, por que ainda tratamos a concentração de riqueza como preço inevitável do progresso?

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