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Resumo em 10 segundos

🎨💻 Projeto do CNJ e da Fundação Roberto Marinho leva cursos de tecnologia, cultura e comunicação a adolescentes em medida socioeducativa. O desafio começa depois do certificado.

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🎨💻 Cerca de 80 adolescentes do sistema socioeducativo começam formação em economia criativa em 4 estados. A iniciativa une CNJ e Fundação Roberto Marinho — e toca num ponto decisivo: qualificação só muda trajetórias se vier acompanhada de portas abertas no mercado. 🧵

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O piloto chega ao Amapá, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro, com cursos de web design, programação, marketing digital, audiovisual, gastronomia, moda e produção cultural. São áreas conectadas à demanda atual — e com potencial de trabalho autônomo e formal.

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O tamanho do mercado ajuda a explicar a aposta: a economia criativa respondeu por 3,6% do PIB brasileiro em 2023, movimentou R$ 393,3 bilhões e empregou 1,26 milhão de pessoas, segundo a Firjan. Não é “curso alternativo”; é parte relevante da economia.

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Mas vale a pergunta crítica: quem costuma acessar as melhores vagas criativas, redes de contato e equipamentos? Sem acesso contínuo à internet, portfólio, renda e mentoria, a formação pode esbarrar nas desigualdades que deveria reduzir.

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O desenho do projeto prevê 28 profissionais da socioeducação como mediadores. Isso importa: não basta disponibilizar uma plataforma. Acompanhamento, infraestrutura e adaptação da aprendizagem são o que transformam conteúdo digital em trajetória profissional concreta.

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Pernambuco terá aulas em um espaço externo à unidade, no Parque Profissionalizante Professor Paulo Freire. Nos demais estados, serão laboratórios internos. A diferença parece logística, mas afeta convivência, autonomia e contato dos jovens com o mundo do trabalho.

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A próxima métrica não deveria ser só “80 matrículas” ou certificados emitidos. O teste real será medir permanência, conclusão, acesso a estágio e emprego, renda e continuidade dos estudos. Formação é o começo; inclusão produtiva sustentável é o resultado que importa.

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