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Resumo em 10 segundos

🌾 Embrapa e UFV querem transformar saberes locais em inovação, renda e políticas públicas. Mas quem vai capturar esse valor? 🧵

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🌾 Embrapa e UFV firmaram uma parceria para levar a economia criativa aos territórios rurais. A pergunta é: por que inovação ainda costuma ser tratada como sinônimo de cidade, startup e escritório? 🧵

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O acordo terá 36 meses e une pesquisa, desenvolvimento e inovação à Cátedra Unesco em Economia Criativa e Políticas Públicas, sediada na UFV. Mas a cooperação conseguirá sair do ambiente acadêmico e gerar renda concreta no campo?

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A aposta envolve agrossociobiodiversidade, sistemas agroalimentares diferenciados, cultura alimentar, turismo e gastronomia. Não são apenas “tradições”: são ativos econômicos. Quem define, porém, o preço e o destino desse valor?

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Sandra Corbari, da Embrapa, chama atenção para um ponto incômodo: a economia criativa brasileira olha demais para o urbano. Se comunidades rurais produzem conhecimento e inovação, por que recebem tão pouca visibilidade e investimento?

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A parceria propõe enxergar agricultura, artesanato, alimentos e turismo como partes de uma estratégia territorial. O desafio empresarial é claro: criar mercados sem transformar culturas locais em mera vitrine para consumo externo.

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Outro foco é apoiar políticas públicas baseadas em evidências. Ótimo — mas quais indicadores vão provar que o desenvolvimento foi inclusivo, sustentável e bem distribuído, em vez de concentrar ganhos em poucos atores?

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O potencial é enorme: quando saber local vira inovação, o território pode reter renda, identidade e oportunidades. A questão que fica é simples: o Brasil está pronto para tratar o rural como polo criativo — e não como coadjuvante?

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