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Resumo em 10 segundos

A atividade caiu 0,64% em junho e o mercado vê espaço para juros menores. A pergunta é: o alívio chegará a quem precisa? 📉💸

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A economia brasileira encolheu 0,64% em junho, segundo o IBC-Br, e saiu do recorde visto em maio. 📉 Isso abre espaço para cortes maiores na Selic em 2026 — mas juros menores serão suficientes para reanimar o país? 🧵

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O IBC-Br é uma prévia importante do PIB. A queda reforça que o segundo trimestre perdeu ritmo, após um começo de ano impulsionado por renda maior, salário mínimo acima da inflação e isenção de IR até R$ 5 mil. Esse fôlego era temporário?

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Para o Banco Central, a desaceleração muda o cálculo: uma economia menos aquecida tende a reduzir pressões inflacionárias. Mas esperar a atividade enfraquecer para cortar juros não cobra um preço alto de empresas, empregos e consumo?

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A Selic ficou em dois dígitos desde fevereiro de 2022. Crédito caro freia investimentos, encarece capital de giro e limita famílias endividadas. Quem aguenta esse período prolongado: pequenos negócios ou grandes empresas com acesso ao mercado financeiro?

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O mercado passou a projetar continuidade dos cortes: a Selic foi de 15% para 14% nas últimas quatro reuniões, e há previsão de 13,25% no fim de 2026. A dúvida é se o ritmo será calibrado pela inflação ou pelo tamanho da freada econômica.

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O Itaú avalia que estímulos fiscais apenas amorteceram uma desaceleração mais forte. Então o debate não deveria ir além da Selic? Como combinar juros, crédito produtivo e renda sem depender de uma economia fraca para tornar o dinheiro mais barato?

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Cortar juros pode aliviar parcelas, destravar investimentos e ampliar consumo. Mas a questão decisiva permanece: o Brasil conseguirá transformar esse alívio financeiro em crescimento sustentável — ou apenas administrar mais um ciclo de desaceleração?

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