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Resumo em 10 segundos

📊 Em um cenário de empate nas pesquisas, um grupo pequeno — mas decisivo — tende a escolher pelo impacto da economia no dia a dia.

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A economia pode decidir uma disputa presidencial apertada 📊🧵 Pesquisas citadas pela Gazeta do Povo indicam que 3% a 4% do eleitorado, formado por independentes sem vínculo partidário, está efetivamente em disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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Esse grupo não é sinônimo de indecisos. São eleitores que podem até ter uma preferência momentânea, mas mudam de posição conforme avaliam temas que afetam sua vida — sobretudo renda, preços, emprego e expectativas para os próximos anos.

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Segundo Cila Schulman, CEO do Instituto Ideia, os independentes são majoritariamente da classe C e mulheres, concentrados nas franjas de metrópoles como São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador e Recife.

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O histórico ajuda a explicar a volatilidade: parte desse público votou em Bolsonaro em 2018 sob o peso da pauta anticorrupção, se frustrou durante a pandemia e migrou para Lula em 2022, atraída também por promessas de melhora material.

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Nos cenários de 2º turno citados: Quaest apontou 41% a 41%; Meio/Ideia, 46% a 46%; e Datafolha, 46% para Lula e 44% para Flávio. Em margens tão estreitas, poucos pontos percentuais podem alterar o resultado.

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Além da economia, a reportagem cita a crise envolvendo ministros do STF, o caso Master e escândalos de corrupção como fatores de influência. Mas, para quem vive de renda apertada, a percepção sobre custo de vida costuma transformar debate político em decisão prática.

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A disputa, portanto, não será resolvida apenas por bases ideológicas consolidadas. Em um país desigual, propostas críveis para salário, inflação, crédito e emprego podem falar mais alto justamente com o eleitorado que ainda aceita mudar de lado.

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