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Resumo em 10 segundos

🌍 O sistema climático da Terra entrou numa fase decisiva: entender os sinais e se preparar pode salvar vidas, territórios e ecossistemas.

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🌍 O planeta pode enfrentar um El Niño muito forte até 2027, enquanto o mundo se aproxima de ultrapassar 1,5°C de aquecimento. Para Carlos Nobre, o risco é de “ecocídio” — mas ciência e prevenção ainda podem mudar esse caminho. 🧵

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O alerta ganhou dimensão no Himalaia: em agosto, gelo, água, lama e rochas desceram quase 100 km após o colapso de uma encosta próxima a uma geleira no Nepal. A energia liberada foi equivalente a um terremoto de magnitude 5,2.

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Um evento isolado não prova sozinho o aquecimento global. Mas ele revela o que está em jogo num planeta mais quente: geleiras, chuvas, encostas e oceanos formam um sistema interligado — e pequenas mudanças de temperatura podem amplificar riscos.

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Segundo o PNUMA, nas trajetórias atuais, superar 1,5°C é considerado inevitável. O ponto crucial agora é limitar o pico e o tempo acima desse nível: cada décimo de grau evitado reduz impactos sobre pessoas, biodiversidade e infraestrutura.

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Os modelos do Painel El Niño 2026-2027 indicam mais de 90% de chance de um evento muito forte entre setembro e novembro. No Brasil, o padrão preocupa: mais chuva no Sul; maior risco de seca na Amazônia e no Nordeste; calor intenso no Centro-Oeste e Sudeste.

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O último El Niño, classificado como médio, coincidiu com as enchentes históricas de 2024 no Rio Grande do Sul. A lição é clara e também esperançosa: monitoramento científico, alertas acessíveis, adaptação urbana e proteção ambiental transformam previsão em proteção real.

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