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🌽 Com risco climático crescendo, a Conab avalia elevar compras de milho. A questão é: o estoque chegará antes da escassez? 🧵

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🌽 O governo Lula avalia ampliar as compras públicas de milho para se antecipar ao El Niño. A meta é evitar falta de ração e alta de custos para pequenos criadores — mas a reação virá no tempo certo? 🧵

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A Conab discute elevar de 50 mil para 80 mil toneladas o limite anual do ProVB em 2026. Parece um detalhe técnico, mas quem depende do grão para alimentar animais sabe: sem milho, a conta fecha como?

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A lógica é comprar e posicionar estoques quando o mercado estiver mais favorável. Mas esperar o preço disparar para agir não sairia muito mais caro — para produtores, consumidores e para a inflação?

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A previsão preocupa: há cerca de 80% de chance de o El Niño atingir intensidade forte ou muito forte no último trimestre. Norte e Nordeste podem enfrentar estiagens, menos pastagem e menor oferta regional de milho.

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Menos milho perto de quem produz significa também frete mais caro. E esse custo não para na fazenda: passa pela ração, pela carne, pelos ovos e pelo leite. O bolso das famílias está preparado para esse efeito em cadeia?

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Segundo a Conab, há recursos disponíveis na política de estoques públicos, sem necessidade imediata de suplementação orçamentária. Se o dinheiro existe, por que a ampliação ainda depende de ato entre Agricultura e Fazenda?

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Estoque público não é intervenção aleatória: é uma ferramenta para reduzir volatilidade diante de choques climáticos. Num cenário de eventos extremos mais frequentes, planejamento de abastecimento será custo — ou seguro econômico indispensável?

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