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Resumo em 10 segundos

🌡️ Chuvas, calor e interrupções de serviços podem ampliar riscos à saúde. Entenda o plano de SP e quem precisa se preparar. 🧵

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🌡️ O El Niño pode agravar riscos de saúde em São Paulo — e crianças e idosos tendem a sofrer os impactos primeiro. A Secretaria Estadual da Saúde lançou um plano para orientar os 645 municípios diante de calor, chuvas e possíveis desastres. 🧵

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Primeiro, o que é El Niño? É o aquecimento anormal das águas do Pacífico, capaz de alterar padrões de chuva e temperatura em várias regiões. Não causa doenças diretamente, mas cria condições que facilitam surtos e interrompem cuidados essenciais.

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Com mais calor e água acumulada, aumenta o ambiente favorável ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e da chikungunya. Chuvas intensas e enchentes também elevam o risco de leptospirose, diarreias e hepatite A por contaminação da água.

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O impacto vai além das infecções. Calor excessivo pode provocar desidratação e piorar problemas cardiovasculares, renais e respiratórios. Para bebês, crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas, a reserva do organismo costuma ser menor.

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Por isso, o plano prevê mapear serviços essenciais e criar rotas alternativas de atendimento se houver falhas na rede. A ideia é evitar que uma enchente, queda de energia ou bloqueio de vias interrompa consultas, exames e tratamentos contínuos.

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A prioridade inclui quem faz diálise, tratamento oncológico ou usa oxigênio em casa. Também haverá monitoramento de medicamentos para reduzir o risco de desabastecimento e ações de saúde mental para pessoas afetadas e equipes da linha de frente.

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Na prática, prevenção também começa em casa: eliminar água parada, usar água segura após enchentes, evitar contato com lama, manter remédios de uso contínuo organizados e buscar atendimento diante de falta de ar, febre persistente ou sinais de desidratação.

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Eventos climáticos não afetam todos por igual: quem depende mais do SUS e vive em áreas vulneráveis enfrenta barreiras adicionais. Planejamento público, informação acessível e uma rede de saúde preparada transformam previsão climática em proteção real.

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