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Resumo em 10 segundos

🌡️ Secas, enchentes e calor extremo ameaçam alimentos, energia e empregos. O alerta na Câmara foi direto: prevenir custa menos que remediar. 🧵

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El Niño forte + crise climática = risco real para o bolso de todo mundo. 🌡️🌾 Em audiência na Câmara, o professor Paulo Antunes Horta alertou: seca, enchente e calor podem quebrar safras, afetar a pesca e pressionar preços. 🧵

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O fenômeno começou em junho com o aquecimento anormal do Pacífico equatorial. Em 19 de setembro, a temperatura da água ficou 3°C acima da média — o maior desvio já registrado em um único dia. E o pico ainda era esperado para novembro.

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Na prática, o mapa econômico do Brasil fica bem desigual: previsão de seca no centro-norte, chuvas fortes no centro-sul e calor em todo o país. Onde falta água, cai a produção; onde chove demais, estradas, lavouras e cidades sofrem.

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Quando a agricultura e a pecuária perdem produção, não é só o produtor que sente. Alimentos mais caros afetam primeiro quem já compromete grande parte da renda com mercado. A pesca e a maricultura também entram nessa conta.

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Tem ainda energia: reservatórios baixos podem encarecer a geração elétrica; enchentes podem danificar redes e infraestrutura. Ou seja, clima extremo vira inflação, prejuízo para empresas e aperto no orçamento das famílias.

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O alerta foi por prevenção: mapear vulnerabilidades de cada município e garantir segurança alimentar, hídrica, sanitária, energética e defesa civil. Planejamento público bem feito não elimina o evento, mas reduz perdas e salva recursos — e vidas.

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A Organização Meteorológica Mundial previa duração do El Niño ao menos até fevereiro. Para o professor, não há espaço para enfraquecer a proteção ambiental: eventos assim estão mais frequentes e intensos, e ignorar o risco sai muito mais caro.

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A lição financeira é simples: adaptação climática não é gasto “extra”. É seguro para a economia real — da comida na mesa ao emprego local. Esperar a próxima enchente ou seca para agir costuma ser a escolha mais cara de todas.

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