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Resumo em 10 segundos

🌧️ Enquanto o Sul se prepara para volumes expressivos, o extremo Norte pode enfrentar falta de chuva. O El Niño muda o roteiro da primavera brasileira. 🧵

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A primavera brasileira pode ter dois roteiros bem diferentes: chuva em excesso no Sul e déficit no extremo Norte. 🌧️☀️ O motivo é um El Niño classificado como forte, segundo o novo prognóstico climático. 🧵

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A história começa no Pacífico: o El Niño altera a circulação da atmosfera e redistribui a chuva pelo planeta. No Brasil, seus efeitos não são iguais em todo lugar — e os próximos três meses exigem atenção redobrada.

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Para outubro, novembro e dezembro, os modelos apontam condições favoráveis a chuva acima da média no Sul. Santa Catarina e Rio Grande do Sul podem registrar acumulados até 200 mm maiores que o normal no trimestre.

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Há uma lembrança recente por trás do alerta. Na primavera de 2023, Porto Alegre acumulou 597,2 mm de chuva: 65% acima da média histórica de 362,7 mm. A projeção atual é menor, mas ainda indica volumes expressivos.

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Do outro lado do mapa, o extremo norte do país tende ao cenário inverso: menos chuva. Déficits pluviométricos afetam rios, agricultura, abastecimento e comunidades que dependem diretamente dos ciclos das águas.

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Esse retrato não é palpite isolado: Inpe/CPTEC, Inmet, Funceme, Censipam e Inpa cruzam modelos numéricos, dados observados e previsões globais em reuniões mensais para antecipar padrões climáticos.

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Previsão climática não determina o dia exato da tempestade — ela mostra tendências e ajuda a ganhar tempo. Monitorar alertas, planejar a gestão da água e proteger quem vive em áreas vulneráveis pode transformar informação em prevenção.

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