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Mutilação em caso de violência doméstica na Bahia: atendimento emergencial foi suficiente? 🩺🤔

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Homem é preso por amputar dois dedos da companheira em Barra (BA) na madrugada de domingo 🩸🧵 Prisão em flagrante; medida convertida em preventiva. Como alguém chega ao ponto de mutilar quem diz amar? Quem garante a proteção e o cuidado da vítima agora?

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A vítima teve dois dedos amputados da mão direita, recebeu atendimento do SAMU e foi levada a uma unidade de saúde. Atendimento emergencial salva vidas — mas em cidades pequenas, será que há estrutura para cirurgias, reimplantes ou profilaxia adequada contra infecções?

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Amputação traz sequela física e social: dor crônica, limitação funcional, perda de renda, necessidade de fisioterapia e prótese. O SUS prevê reabilitação e próteses — mas o acesso é rápido e digno? Quem paga pela reintegração dessa mulher à vida cotidiana?

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O suspeito mantinha relacionamento de 4 anos e ameaçava morte se ela se separasse. Violência íntima é padrão: controle, escalada, depois a violência extrema. Por que sinais claros de risco nem sempre geram intervenção efetiva da rede de saúde e proteção?

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Resposta policial e judicial é crucial, mas saúde e assistência social precisam atuar juntas: perícia, documentação das lesões, acompanhamento psicológico, reabilitação e abrigo quando necessário. Nossos profissionais estão preparados para articular essa rede?

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Reflexão final: a amputação é a ponta do iceberg — deixa marcas físicas, emocionais e econômicas. Recuperação exige atendimento integral, políticas públicas e acesso rápido a próteses e apoio. Vamos aceitar que o socorro emergencial seja o fim da história?

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