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📊 Dados inéditos do TSE expõem um contraste: há mais informação sobre diversidade, mas a presença LGBTQIAPN+ nas urnas ainda é mínima. 🧵

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Nas eleições gerais de 2026, só 1,93% dos 20.575 candidatos registrados se declararam LGBTQIAPN+. Pessoas trans são 0,51% do total. É a primeira vez que o TSE divulga esses dados nesse tipo de eleição — e eles revelam um vazio de representação. 📊🧵

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O dado é inédito porque os campos de orientação sexual passaram a existir no registro eleitoral em 2024. Agora, aparecem para Presidência, governos estaduais, Senado e Legislativo. Medir é um avanço; transformar a medida em participação efetiva é o desafio maior.

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Há uma ressalva decisiva: a declaração é opcional. Quase 45% não informaram orientação sexual, e 42,25% não declararam identidade de gênero. Portanto, os percentuais podem subestimar a presença real — mas também mostram que ainda há barreiras para se assumir no espaço político.

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Entre quem respondeu à pergunta sobre orientação sexual, 3,58% se identificou como LGBTQIAPN+. No recorte de gênero, pessoas trans são 0,89% dos que preencheram o campo. A diferença entre esse universo e o total ajuda a entender como a ausência de dados limita o diagnóstico.

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Representação não é apenas simbólica. Quem ocupa as casas legislativas influencia prioridades, fiscalização e orçamento para saúde, educação, trabalho, combate à violência e políticas de cidadania. Uma democracia plural precisa que seus espaços de decisão reflitam melhor a sociedade.

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Os registros também apontam crescimento proporcional de candidaturas de pessoas com deficiência, indígenas e de origem asiática em relação a 2022. Já brancos seguem maioria, com 48,82%; pardos representam 36,11% e pretos, 13,62%. Diversidade eleitoral continua desigual.

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Os números ainda podem mudar: pedidos de candidatura seguem em análise no TSE. Mas o retrato preliminar já levanta uma pergunta incômoda: se grupos diversos existem em toda parte do país, por que chegam tão pouco às disputas por poder? Transparência é só o primeiro passo.

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