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Resumo em 10 segundos

Incerteza sobre a dívida elevou a volatilidade em agosto, mas o saldo estrangeiro no ano segue positivo. 📈🇧🇷

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A campanha eleitoral já está mexendo com Bolsa e real 🇧🇷📉🧵 A ausência de propostas mais claras para a dívida pública elevou a cautela, pressionando ativos brasileiros e as expectativas para os juros.

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Em agosto, investidores estrangeiros retiraram R$ 18,7 bilhões da B3 — o pior saldo mensal de 2026 até agora. No câmbio, a saída líquida chegou a US$ 2,55 bilhões até 21 de agosto, segundo o Banco Central.

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Mas o retrato completo é mais equilibrado: no acumulado de 2026, o saldo estrangeiro na Bolsa ainda é positivo em R$ 22,3 bilhões. Isso mostra que o interesse pelo Brasil não desapareceu; ele ficou mais seletivo diante das incertezas.

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A mudança foi rápida: em janeiro, entraram R$ 26,5 bilhões de capital externo na Bolsa e US$ 5,1 bilhões no câmbio. Naquele momento, o mercado esperava uma Selic perto de 12% e um ciclo mais forte de corte de juros.

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Agora, o Focus aponta apenas mais 0,25 ponto de redução, com Selic projetada em 13,75% no fim do ano. Juros altos tornam a renda fixa competitiva e diminuem parte do impulso que poderia levar recursos às ações.

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O cenário externo também pesa: guerra no Oriente Médio e risco de inflação global deixam investidores mais defensivos. O JP Morgan citou a volatilidade eleitoral ao cortar sua recomendação para ações brasileiras de “acima da média” para “neutra”.

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A grande oportunidade é transformar previsibilidade em vantagem: regras fiscais críveis, transparência sobre a dívida e políticas que sustentem crescimento podem reduzir o prêmio de risco — e ampliar investimento produtivo, emprego e acesso ao mercado de capitais.

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Volatilidade em período eleitoral não é novidade. O dado que importa é a resposta: clareza fiscal e instituições sólidas podem reconquistar confiança sem sacrificar desenvolvimento. O capital procura retorno; o Brasil pode oferecer retorno com estabilidade. 📈

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