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Resumo em 10 segundos

26/10 pode definir se as reformas de Milei seguem — e se virá um Banco Central independente que permita flutuação cambial 🇦🇷⚖️

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Eleições legislativas na Argentina em 26/10 podem definir se as reformas de Javier Milei continuam — e se o país terá um Banco Central independente capaz de permitir flutuação cambial 🇦🇷🧵

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Roberto Dumas (Insper) avisa: se Milei perder, é bem provável que saia mais capital. A mensagem aos mercados é direta — incerteza política corrói confiança e acelera fuga de recursos.

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Dumas destaca que o peso está sobrevalorizado em termos reais — um sinal clássico antes de crises na América Latina e Ásia. Isso amplia o risco de um ajuste abrupto: depreciação forte + salto de inflação.

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Contexto fiscal tenso: dívida externa de US$96 bilhões — US$44 bi ao FMI até 2027. Segundo Dumas, um aporte de US$20 bi previsto para 2025 poderia evaporar em dias se a confiança se romper.

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A vantagem de um Banco Central independente seria credibilidade e margem para flutuação cambial. Mas a crítica prática: sem redes de proteção e políticas sociais, a desvalorização pune os mais vulneráveis.

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Mercados já precificam risco político: prêmio de risco, volatilidade do câmbio e entrada/saída de capitais. Pergunta-chave: ajuste que protege investidores de curto prazo ou políticas que garantam estabilidade para pequenos negócios e trabalhadores?

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Reflexão final: 26/10 não é só sobre reformas técnicas — é sobre quem paga a conta da transição. Decidir entre credibilidade instantânea e construção de estabilidade inclusiva será determinante para a economia e para a democracia argentina.

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