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Resumo em 10 segundos

🔬 Do orçamento dos laboratórios à resposta à crise climática: a ciência brasileira depende de decisões públicas estáveis e de longo prazo.

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🔬 As eleições podem decidir o futuro da ciência no Brasil. A avaliação da Academia Brasileira de Ciências é direta: sem políticas públicas estáveis, pesquisa, inovação e capacidade de responder a crises ficam vulneráveis. 🧵

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O país avançou na formação: o número de doutores titulados passou de cerca de 10 mil, em 2005, para 24 mil em 2023. Mas formar pesquisadores não basta se faltarem recursos contínuos, infraestrutura e oportunidades para trabalhar.

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Em 2023, o Brasil investiu 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, segundo o MCTI. É acima da média da América Latina e Caribe, mas abaixo da média mundial (1,92%) e dos países da OCDE (2,7%).

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A meta histórica de destinar 2% do PIB à ciência ainda não foi alcançada. O problema não é apenas o volume de verba: cortes e oscilações orçamentárias dificultam pesquisas que levam anos, como as de vacinas, clima e novos materiais.

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A ciência está na base de políticas para alfabetização, ensino técnico, inteligência artificial, minerais críticos e transição energética. Também é essencial para enfrentar eventos extremos e a degradação dos biomas brasileiros.

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A ABC defende que candidatos assumam compromissos com financiamento previsível, pesquisa básica e educação de qualidade. Ciência não produz resultados apenas no curto prazo — mas adiar investimentos cobra um preço alto no futuro.

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