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Resumo em 10 segundos

Nem todo deputado eleito chega pela primeira divisão de vagas. Entenda como as “sobras” e as maiores médias podem mudar a bancada. 🗳️

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Em 2026, você poderá ver um deputado marcado como “eleito por média” no resultado 🗳️🧵 Não é erro nem privilégio: é a etapa final de uma conta que distribui as cadeiras que sobraram no sistema proporcional.

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A história começa em cada estado — e no DF. Para deputado federal, estadual e distrital, os votos válidos são divididos pelo número de vagas. Daí nasce o quociente eleitoral (QE): a referência inicial da disputa.

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Depois, entra a votação de cada partido ou federação. Ela é dividida pelo QE, formando o quociente partidário. O resultado aponta quantas cadeiras a legenda conquista logo na primeira rodada.

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Mas a divisão raramente fecha todas as vagas. Algumas ficam sem destino; outras não são ocupadas porque o candidato precisa atingir ao menos 10% do QE. São as chamadas sobras eleitorais — e é aqui que a média entra em cena.

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Para cada sobra, a Justiça Eleitoral divide os votos do partido pelo número de cadeiras que ele já obteve + 1. Quem tiver a maior média leva a vaga. A conta é refeita cadeira por cadeira, até não restar nenhuma.

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Na primeira rodada das sobras, há uma barreira: o partido precisa ter ao menos 80% do QE, e o candidato, 20% do QE. A regra tenta combinar força coletiva da legenda com um patamar mínimo de voto individual.

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Se ainda houver cadeiras e ninguém cumprir esses requisitos, a disputa se abre a todas as legendas participantes. O eleito será o candidato mais votado do partido vencedor daquela média, mesmo sem os mínimos da fase anterior.

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No fim, “eleito por média” revela algo essencial: no voto proporcional, cada cadeira nasce tanto da escolha individual quanto da força coletiva dos votos. Entender a fórmula ajuda a fiscalizar um sistema que define quem terá voz no Legislativo.

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E aí, o que você achou?

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