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🦟 Uma tecnologia da Fiocruz usa o voo da fêmea do mosquito para levar larvicida a criadouros difíceis de alcançar.

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Gurupi vai instalar 150 estações que transformam a fêmea do Aedes aegypti em aliada no combate à dengue. 🦟 Em vez de tentar alcançar cada foco, a tecnologia faz o próprio mosquito levar o larvicida até eles. 🧵

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A ideia parece roteiro de ficção científica, mas nasceu de pesquisa em saúde pública: as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), desenvolvidas em parceria entre Ministério da Saúde e Fiocruz, entram em operação a partir de segunda-feira (5).

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Funciona assim: atraída pela estação, a fêmea pousa em um tecido tratado com pyriproxyfen. Partículas do larvicida ficam aderidas ao corpo dela — e seguem viagem quando o mosquito procura outros locais para depositar ovos.

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O destino pode ser justamente onde a equipe não consegue chegar com facilidade: uma calha alta, um telhado, um ponto remoto com água acumulada. Ao contaminar esses criadouros, o produto impede que as formas imaturas do mosquito completem seu desenvolvimento.

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As 150 EDLs não serão instaladas em casas comuns. Elas vão para Pontos Estratégicos: hortas, borracharias, cemitérios e ferros-velhos — locais com histórico de acúmulo de água e maior risco de proliferação.

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A tecnologia não substitui o trabalho de campo nem os cuidados nos quintais. Ela amplia o alcance das equipes: a tela com larvicida será trocada a cada 30 dias, enquanto o monitoramento residencial continua. Inovação em saúde pública é isso: somar ferramentas para chegar onde o risco está.

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