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💊 Com medicamentos em falta, cubanos recorrem a uma farmácia comunitária gratuita. Solidariedade resolve a urgência, mas quem responde pela crise? 🧵

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Em Havana, uma farmácia comunitária gratuita tenta preencher o vazio deixado pela escassez de remédios em Cuba. 💊 Laura Mendoza criou o projeto “Medicina Não Se Vende”. Mas por que conseguir um medicamento básico depende de doações? 🧵

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A iniciativa recolhe e distribui medicamentos sem cobrar de quem precisa. É uma resposta direta a uma realidade dura: para muitas famílias, procurar remédios virou uma corrida contra o tempo — e contra prateleiras vazias.

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Solidariedade salva vidas, sem dúvida. Mas ela deveria ser a última rede de proteção ou a principal forma de acesso à saúde? Quando comunidades precisam improvisar farmácias, o que isso revela sobre a capacidade do sistema de abastecimento?

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A falta de medicamentos não afeta todos por igual. Idosos, pessoas com doenças crônicas, crianças e famílias com menos recursos sentem primeiro e mais forte. Quem consegue viajar, receber ajuda externa ou pagar no mercado informal sai na frente.

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E há outra pergunta incômoda: como impedir que a escassez transforme saúde em privilégio? Remédios essenciais não são itens de luxo. Exigem produção, importação, logística e políticas públicas que cheguem a quem mais precisa.

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O nome do projeto é uma mensagem poderosa: “Medicina Não Se Vende”. Mas, quando falta no sistema formal, o mercado informal costuma crescer. Quem lucra com a urgência de alguém que precisa tratar dor, infecção ou pressão alta?

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O trabalho de Laura Mendoza mostra a força da organização comunitária. Também expõe um limite: nenhuma rede voluntária deveria carregar sozinha uma responsabilidade tão básica. Saúde não pode depender apenas de sorte, contatos ou caridade.

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Em Havana, cada caixa compartilhada é um gesto de cuidado — e uma pergunta aberta para Cuba e o mundo: por que, em pleno século XXI, o acesso a remédios essenciais ainda pode ser tão frágil?

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