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Resumo em 10 segundos

🚍 Da viagem de 1h30 nos anos 1990 aos atuais 2h47: a rotina paulistana virou uma corrida contra o relógio. 🧵

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O paulistano que sai cedo de casa para pegar ônibus e metrô hoje pode passar até 2h47 por dia em deslocamento. É mais de 10% das 24 horas do dia dentro de um sistema que deveria aproximar pessoas. 🚍🧵

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Nos anos 1990, a viagem diária costumava durar entre 1h30 e 1h50. Já era uma fatia enorme da rotina. Mas, década após década, esse tempo cresceu — e a cidade parece ter ficado cada vez mais distante para quem mora nela.

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A grande virada veio nos anos 2000: a média subiu para algo entre 2h15 e 2h25 por dia. Não foi apenas uma hora a mais no relógio: foram refeições, descanso, estudo e convivência sendo empurrados para depois.

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Na década de 2010, o trajeto chegou à faixa de 2h28 a 2h45. Agora, o patamar de até 2h47 mostra uma rotina em que chegar ao trabalho, à escola ou a uma consulta pode exigir uma verdadeira operação logística.

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Parte da explicação está nas ruas: segundo levantamento com dados da SPTrans, os ônibus circulam a cerca de 12 km/h nos horários de pico. Quando o coletivo disputa espaço com tantos carros, quem depende dele paga a conta em tempo.

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O metrô também entra nessa história. A Linha 3-Vermelha, eixo essencial entre Barra Funda e Itaquera, liderou o ranking de falhas técnicas no 1º semestre, com 28 ocorrências. Para milhões de passageiros, uma falha muda o dia inteiro.

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Mobilidade não é só chegar mais rápido: é ter tempo para viver. Prioridade real aos ônibus, integração e manutenção confiável do metrô podem devolver horas a quem mantém São Paulo em movimento — todos os dias.

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