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Resumo em 10 segundos

Relatório do IEPS mostra desvio de prioridades: investimento vai a mobiliário e eletrônicos, não a equipamentos essenciais da atenção primária 🩺📉

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Emendas parlamentares de investimento em saúde bancaram mais cadeiras, computadores e aparelhos de ar‑condicionado do que equipamentos essenciais da Atenção Primária em 2025 🧵

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É o que aponta o boletim do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS). O documento registra uma mudança no perfil desses gastos ao longo da última década, com deslocamento de recursos para itens administrativos e de instalação.

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Na prática, isso significa menos investimento em equipamentos de baixo custo cruciais para a APS — itens que ampliam cobertura e qualidade do atendimento básico. A consequência direta é risco de enfraquecimento da porta de entrada do SUS.

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O boletim também destaca um dado preocupante: em 2024, apenas R$ 10 de cada R$ 100 em recursos para a área foram destinados à infraestrutura do SUS. É sinal de desalinhamento entre necessidade de serviços e prioridades de aplicação.

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Fatores que ajudam a explicar o fenômeno: emendas com foco em visibilidade e obra imediata, falta de critérios técnicos consistentes para alocação e baixa transparência sobre resultados. Solução passa por regras mais claras e controle social.

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Reflexão final: fortalecer a APS exige priorizar equipamentos que impactam diretamente o cuidado primário e garantir mecanismos de fiscalização das emendas. Sem isso, risco de gastar muito sem melhorar efetivamente a saúde da população.

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