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🩺 Levantamento aponta que 87% das emendas para a Saúde foram transferidas no 1º semestre de 2026, bem antes da campanha eleitoral.

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🩺 Em 2026, 87% das emendas destinadas à Saúde foram pagas no 1º semestre — antes das campanhas eleitorais. No mesmo período de 2025, a fatia havia sido de 14%. O dado é do boletim Radar+ SUS, do IEPS. 🧵

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O levantamento analisou dados de transparência da União desde 2014. A conclusão: em anos eleitorais, a liberação de emendas para a Saúde acelera de forma recorrente, seja em eleições gerais ou municipais.

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Na média, 70% dos pagamentos ocorrem no primeiro semestre de anos com eleição. Em anos sem disputa eleitoral, o percentual não passa de 36%. Em 2026, os 87% representam o maior ritmo da série.

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A explicação inclui a legislação eleitoral: nos três meses anteriores à votação, transferências voluntárias da União a estados e municípios ficam restritas, salvo exceções como obras em andamento, emergências e calamidades.

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A LDO de 2026 previa que o governo quitasse 65% das emendas — incluindo as da Saúde — até três meses antes da eleição. Os pagamentos chegaram bem além desse patamar, segundo o estudo.

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O indicador mede velocidade, não aumento automático de gasto. Os recursos já estavam previstos no Orçamento; o que mudou foi o calendário de repasse. Ainda assim, rapidez exige transparência sobre destino, execução e impacto no atendimento.

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Para 2027, a execução prevista de emendas é de R$ 44,8 bilhões, R$ 4 bilhões acima do aprovado para 2026. Como grande parte deve ir à Saúde, acompanhar se o dinheiro reduz filas e desigualdades no SUS será tão importante quanto contar os repasses.

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