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Resumo em 10 segundos

💰 Projeto quer levar parte das emendas individuais ao orçamento participativo. Veja como isso poderia mudar o destino do dinheiro público.

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Parte das emendas parlamentares pode passar a ter destino decidido pela população local 💰🧵 O PLP 259/2026, da deputada Erika Kokay, propõe orçamento participativo para investimentos feitos com transferências especiais.

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Primeiro, o básico: emendas individuais são recursos do Orçamento que cada parlamentar indica para cidades, estados ou o DF. As chamadas transferências especiais têm menos etapas formais que um convênio — e, por isso, são mais difíceis de rastrear.

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O projeto mira justamente esse ponto. Quando uma transferência especial for usada em investimento — como obra, equipamento ou infraestrutura — moradores do local poderiam participar da decisão sobre onde aplicar o dinheiro.

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Não seria automático: o município, DF ou estado precisaria ter um mecanismo institucionalizado de participação popular. Nos municípios, por exemplo, isso teria de estar previsto em lei ou decreto do Executivo local.

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Se não houver esse processo participativo formal, nada muda: o parlamentar continua definindo a destinação. E despesas que não sejam investimento também permaneceriam sob escolha do autor da emenda.

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A lógica é simples: aproximar o recurso de quem conhece a demanda cotidiana. Uma comunidade pode apontar que precisa mais de uma unidade de saúde, drenagem ou escola acessível do que de uma obra escolhida sem diálogo local.

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Há também uma camada de controle: os recursos dessas transferências ficariam sujeitos à fiscalização do TCU. A proposta ainda dá à Comissão Mista de Orçamento a tarefa de estimular boas práticas de participação e acompanhamento.

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Orçamento participativo não elimina a responsabilidade de parlamentares e gestores, mas divide melhor a decisão e torna prioridades mais visíveis. A questão central é: quem deve ter voz quando o dinheiro público chega ao seu bairro?

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