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🚢 A estatal que constrói navios para a Marinha passou a constar no Anexo de Riscos Fiscais. O Tesouro vê risco remoto, mas o alerta expõe pressão sobre empresas públicas.

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🚢 A Emgepron, estatal responsável por projetos navais e pela construção de navios da Marinha, entrou no mapa de riscos fiscais do governo Lula. O Tesouro classifica como “remota” a chance de um aporte da União, mas reconhece possível dificuldade de caixa. 🧵

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A inclusão está no Anexo de Riscos Fiscais, documento enviado ao Congresso junto com o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Ele estima eventos que podem pressionar despesas, receitas e a trajetória da dívida pública.

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Na prática, não há previsão de dinheiro imediato para a Emgepron. “Remoto” é o menor grau de risco na escala do Tesouro. Ainda assim, o registro formal sinaliza que o governo monitora a possibilidade de socorro financeiro no futuro.

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Com a entrada da Emgepron, são 12 estatais federais no mapa de dificuldades. A lista inclui Correios, ENBPar, Banco do Nordeste, Casa da Moeda, Infraero e companhias docas de diferentes estados.

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Os casos mais sensíveis são os Correios, classificados com risco “provável”, e a ENBPar, com risco “possível”. Ambas já têm aportes previstos na proposta de Orçamento de 2027, segundo o documento do governo.

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O alerta tem peso político e fiscal: empresas públicas prestam serviços estratégicos, mas precisam de gestão transparente, planejamento e fiscalização para que eventuais aportes protejam o interesse público e não virem crises previsíveis.

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O histórico dos Correios reforça a relevância do anexo. Sinais iniciais da crise apareceram nele antes do colapso financeiro de 2025; a empresa obteve empréstimo de R$ 12 bilhões, negocia outro de R$ 7 bilhões e tem aporte de R$ 6 bilhões previsto para 2027.

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O ponto central não é que todas as 12 empresas precisarão de recursos — muitos riscos não se concretizam. É que o mapa fiscal torna visível onde decisões de gestão, investimento e controle público podem definir o custo para a sociedade.

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