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Resumo em 10 segundos

Campanhas se multiplicam no fim do ano — gesto real ou vitrine fiscal? 🤔🧵

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Fim de ano: campanhas de doação por todo lado, visitas a instituições e até competição entre áreas nas empresas. 🎁💸 Mas será que essa mobilização é empatia real ou só performance contábil? Vamos destrinchar. 🧵

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Por que tantas ações concentram-se em dezembro? É porque a necessidade aumenta ou porque é a melhor época para melhorar reputação e fechar balanços? Quem sai beneficiado — a comunidade ou a imagem corporativa?

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Não é raro ver programas pontuais virarem peças de marketing: doação anunciada, foto, nota à imprensa. E os critérios? Transparência, eficiência e continuidade das doações são questionáveis. Quem audita esse fluxo de recursos?

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E os trabalhadores? Muitas campanhas pedem que funcionários doem parte do salário enquanto empresas fazem 'match' simbólico e lucram com incentivos fiscais. Não seria mais justo investir em salários dignos e benefícios permanentes?

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O que mudar na prática? Relatórios claros sobre destino das doações, projetos de longo prazo (não só cestas), políticas públicas complementares e programas corporativos que priorizem inclusão, sustentabilidade e autonomia das comunidades.

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Reflexão final: empatia que se limita a dezembro é remendo, não solução. E se transformássemos campanhas pontuais em compromissos financeiros contínuos e transparentes — menos marketing, mais impacto real? Você confia nas doações de fim de ano?

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E aí, o que você achou?