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Mais de meio milhão de mineiros 60+ já comandam negócios. Para muitos, é autonomia; para outros, complemento de renda. 💼👵

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Em Minas, o empreendedorismo entre pessoas com 60 anos ou mais cresceu 55,8% em uma década — e já reúne 539,1 mil donos de negócio. 💼👵 Não é só “vontade de continuar ativo”: muitas vezes, é renda e autonomia na ponta do lápis. 🧵

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O salto foi de 346 mil empreendedores seniores, no 2º trimestre de 2016, para 539,1 mil no mesmo período de 2026. São cerca de 193 mil pessoas a mais transformando experiência de vida em negócio, segundo Sebrae Minas, com dados da PNAD/IBGE.

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Hoje, quem tem 60+ representa 16,3% dos 3,3 milhões de donos de negócios mineiros. No Brasil, são 4,5 milhões de empreendedores nessa faixa etária, dentro de um universo de 30,4 milhões. É um mercado gigante — e ainda pouco enxergado.

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A história da Marta Rocha, de 74 anos, ajuda a entender o movimento. Após décadas em alimentação, ela levou a estrutura do antigo buffet para casa durante a pandemia e criou uma microempresa. Menos custo, ritmo mais leve e o trabalho continuou.

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Para uma parte desse público, empreender realiza projetos que ficaram guardados. Para outra, é a forma de complementar uma aposentadoria que já não banca o padrão de vida desejado. Duas motivações bem diferentes, uma mesma busca: independência.

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Tem um ponto importante aqui: experiência não deveria virar invisibilidade no mercado. Crédito acessível, capacitação digital e menos burocracia podem fazer negócios de pessoas idosas crescerem com mais segurança — sem que trabalhar seja a única saída para fechar as contas.

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O dado de Minas mostra uma virada silenciosa: a terceira idade não está apenas consumindo, está criando renda, empregos e serviços. A questão agora é se o mercado, os bancos e as políticas de apoio vão acompanhar essa geração como ela merece.

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