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Resumo em 10 segundos

Desemprego caiu e a ocupação bateu recorde — mas informalidade, aplicativos e IA expõem fragilidades estruturais. 📊🧵

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O Brasil chega à eleição de 2026 com um paradoxo no emprego: desemprego em mínima histórica e recorde de ocupação, mas quase 40% da força de trabalho segue na informalidade. 📊🧵

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No trimestre encerrado em julho, a taxa de desemprego foi de 5,3%, ante 9,1% no mesmo período de 2022, segundo a Pnad Contínua/IBGE. É uma melhora concreta — mas taxa baixa não resolve sozinha a qualidade das vagas.

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O nível de ocupação alcançou 58,9%, recorde para o período, e os empregados com carteira no setor privado chegaram a 39,4 milhões, maior número da série. A CLT ganhou espaço, mas convive com formas de contratação menos protegidas.

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O ponto crítico: a expansão das plataformas. Entregadores e motoristas sustentam parte relevante da economia urbana, frequentemente sem proteção contra acidentes, renda instável ou contribuição previdenciária suficiente.

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A reforma trabalhista de 2017 não antecipou plenamente esse modelo. Regular plataformas não precisa significar travar inovação: a questão é impedir que eficiência empresarial seja financiada pela transferência de riscos ao trabalhador.

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Há ainda a pejotização e a IA. Enquanto contratos via PJ podem reduzir direitos em atividades típicas de emprego, a inteligência artificial tende a pressionar vagas de entrada — justamente a porta de acesso de jovens ao mercado formal.

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Juros altos e desaceleração econômica também entram na equação. Como alerta a economista Janaína Feijó, da FGV Ibre, sem equilíbrio macrofiscal os ganhos recentes podem se dissipar. Emprego depende de crescimento, mas também de regras atualizadas.

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A eleição de 2026 será menos sobre celebrar um número e mais sobre decidir qual mercado de trabalho o país quer: mais ocupação a qualquer custo ou crescimento com qualificação, previsibilidade de renda e proteção para quem produz a economia real?

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