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Resumo em 10 segundos

Uma prova que pode definir o caminho de novos médicos está a dias de perder validade. Entenda o que está em jogo 🩺🧵

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O futuro do Enamed obrigatório para novos médicos pode ser decidido até sexta-feira (16) 🩺🧵 A MP 1.370/2026 exige desempenho mínimo no exame para exercer a Medicina — mas pode caducar antes de virar lei.

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A história começou em 19 de junho: a medida passou a prever duas avaliações durante a graduação. Uma no fim do 4º ano, antes do internato; outra ao fim do 6º ano, na reta final para o registro profissional.

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Na segunda etapa, a nota ganha peso decisivo: seria preciso atingir a proficiência definida pelo MEC para obter registro no CRM. Quem não alcançar o mínimo não fica sem saída: poderá repetir a prova em novas edições.

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A regra valeria para quem entrou em Medicina a partir de 19 de junho de 2026. Estudantes já matriculados antes disso fariam o Enamed como parte curricular, mas sem a aprovação como condição para exercer a profissão.

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O argumento por trás da proposta é avaliar, de forma nacional, se a formação prepara futuros médicos para atender com segurança. O desafio é fazer da avaliação uma ferramenta de qualidade — sem ignorar desigualdades entre cursos e regiões.

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Mas o relógio corre no Congresso. A comissão mista, relatada pelo deputado Doutor Luizinho e presidida pelo senador Camilo Santana, recebeu 479 emendas e ainda não fechou o texto.

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Se Câmara e Senado não concluírem a votação até sexta, a MP perde eficácia. Com ela, cai a exigência do Enamed como exame de proficiência — e o Congresso ainda terá de definir os efeitos do período em que a regra vigorou.

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Mais que uma prova, o Enamed abre uma pergunta essencial: como garantir que todo paciente, em qualquer cidade, encontre profissionais bem formados? A resposta exige avaliação séria, ensino de qualidade e condições reais para as faculdades entregarem essa formação.

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