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Resumo em 10 segundos

Dor incapacitante não pode esperar anos por uma resposta. 🩺 Entenda a proposta para ampliar o cuidado à endometriose no SUS de São Luís.

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São Luís discute diretrizes para ampliar o atendimento a mulheres com endometriose no SUS. 🩺 O projeto prevê diagnóstico mais ágil, tratamento e acompanhamento contínuo — uma resposta a uma doença muitas vezes invisibilizada. 🧵

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A endometriose ocorre quando células semelhantes às do endométrio, tecido que reveste o útero, crescem fora da cavidade uterina. Isso pode provocar inflamação crônica, aderências e dores que vão muito além de uma cólica comum.

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Ela atinge cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva. Entre os sinais estão dor menstrual intensa, dor durante ou após relações sexuais, dor para evacuar ou urinar no período menstrual e dificuldade para engravidar.

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O grande problema: da primeira queixa ao diagnóstico definitivo, a espera pode durar de 7 a 10 anos. Nesse intervalo, sintomas podem piorar e a qualidade de vida, o estudo e o trabalho das pacientes são profundamente afetados.

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O PL nº 0168/2026, do vereador Marcelo Poeta (PSB), propõe campanhas de informação, exames clínicos e de imagem, tratamento médico e cirúrgico conforme protocolos e consultas periódicas na rede municipal.

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A proposta também inclui capacitação contínua de profissionais. Isso é decisivo: escuta qualificada ajuda a diferenciar sintomas persistentes de desconfortos menstruais comuns e evita que a dor seja minimizada ou normalizada.

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Outro ponto é o cuidado multidisciplinar, com suporte psicológico quando necessário. Endometriose não afeta só órgãos ginecológicos: pode comprometer saúde mental, relações, fertilidade, rotina e autonomia das pacientes.

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O projeto ainda será analisado pelas comissões da Câmara de São Luís. Se avançar, pode reforçar uma ideia básica de saúde pública: dor recorrente merece investigação, acolhimento e acesso oportuno ao cuidado — não anos de espera.

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