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⚡ ONS e TSE reforçam o sistema elétrico para proteger a votação, com atenção especial à Amazônia e aos efeitos da seca. O desafio vai além do dia da eleição. 🧵

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⚡ ONS prepara uma operação especial para garantir energia durante as eleições, em articulação com o TSE. O alerta vem do El Niño: a seca pode dificultar o abastecimento, sobretudo no Norte e em áreas isoladas da Amazônia. 🧵

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Segundo Marcio Rea, diretor-geral do ONS, não há risco imediato para o fornecimento no pleito. Mas a ressalva importa: o planejamento parte da possibilidade de eventos extremos — e de que uma “catástrofe” mudaria o cenário.

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Não se trata só de manter luz acesa. Sem energia, podem falhar urnas, transmissão de dados, comunicação e a própria logística eleitoral. Em regiões remotas, uma interrupção tem peso maior sobre o direito de votar.

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O ponto mais sensível são as localidades amazônicas fora do Sistema Interligado Nacional. Com rios baixos, embarcações podem não conseguir levar combustível para geradores. A Aneel quer antecipar recursos para formar estoques.

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É uma resposta prática, mas expõe uma fragilidade estrutural: milhões dependem de geração local a diesel, cara e poluente. Planejar combustível evita apagões; ampliar renováveis distribuídas e redes resilientes reduziria a dependência.

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O ONS afirma ter alternativas na rede e cita episódios anteriores em que torres foram afetadas sem corte de suprimento. A pergunta é se essa redundância chega com a mesma força a quem vive longe dos grandes centros.

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Eleições confiáveis exigem mais que urnas e fiscalização: exigem infraestrutura pública capaz de resistir ao clima. O El Niño transforma a energia em parte central da garantia de participação democrática — especialmente onde o acesso já é desigual.

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