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A discussão no TCU pode redesenhar como usinas térmicas operam no Brasil. Entenda por que flexibilidade vale bilhões na conta de luz ⚡

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A Eneva propôs flexibilizar quatro usinas termelétricas, e a medida pode economizar entre R$ 1,7 bi e R$ 3,2 bi na conta dos consumidores regulados até 2030. ⚡🧵

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O ponto central: essas térmicas foram contratadas como “inflexíveis”. Ou seja, precisam gerar energia continuamente, mesmo quando há sobra de eletricidade mais barata no sistema.

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Por que isso virou problema? A matriz mudou. Com mais solar e eólica, pode haver excedente de energia em certas horas — enquanto a maior necessidade de potência aparece no pico, especialmente no início da noite.

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Hoje, o ONS tem menos liberdade para reduzir a geração dessas usinas quando outras fontes estão disponíveis. A proposta é zerar essa obrigação e permitir que as térmicas operem quando o sistema realmente precisar.

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Na prática, térmicas flexíveis funcionam como reserva: entram em cena nos momentos críticos e reduzem atividade quando há energia abundante. Isso pode evitar desperdício e diminuir encargos pagos pelos consumidores.

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As estimativas variam: R$ 1,7 bi vem de cálculos consolidados pela Eneva com impactos da CCEE; R$ 3,2 bi é a projeção da consultoria PSR, contratada pela empresa. Os números ainda estão sob análise.

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A negociação ocorre em uma comissão de solução consensual do TCU, com participação de MME e Aneel. O desafio é modernizar contratos sem desequilibrar investimentos já feitos nem transferir riscos indevidos à sociedade.

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A lição de negócios é simples: energia não é só “gerar mais”. É gerar na hora certa. Se o acordo preservar segurança elétrica e reduzir custos, a flexibilidade pode virar um ativo valioso para o setor — e para o bolso de milhões.

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