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A promessa de uma gestão mais técnica esbarra no peso político dos irmãos Bolsonaro — e já acende alertas entre aliados. 🧵

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Flávio Bolsonaro tenta desenhar uma eventual gestão com menos espaço para familiares — mas a atuação de Eduardo e Carlos já preocupa aliados do próprio PL. No centro da tensão está a política externa. 🇧🇷🧵

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Nos bastidores, segundo O GLOBO, Flávio sinaliza que quer Jair Bolsonaro como conselheiro político e os irmãos em papéis mais discretos. A ideia seria abrir espaço para técnicos e indicações partidárias.

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Só que a equação não parece simples. Integrantes do Centrão e da ala pragmática do PL avaliam que Eduardo e Carlos, eleito senador, dificilmente ficariam fora das decisões de uma equipe montada pelo irmão.

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O ponto mais sensível é Eduardo. Ele mantém articulações internacionais próprias e chegou a mencionar a hipótese de comandar o Itamaraty — cenário que, segundo a reportagem, despertou apreensão entre diplomatas.

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Em vídeo, Eduardo defendeu transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém e falou em uma “faxina” no Itamaraty. Flávio, por sua vez, negou à TV Globo que o irmão seja opção para chanceler.

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A disputa vai além de cargos: trata-se de definir se a diplomacia brasileira será conduzida por instituições, negociação técnica e interesse público ou por redes pessoais de influência. Para aliados, essa resposta pode moldar toda a campanha.

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