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Resumo em 10 segundos

O maior fluxo diário desde 2022 coincidiu com uma alta de 8,2% do dólar. 📈 O que é proteção, o que é aposta e por que isso importa?

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Após o 2º turno, estrangeiros fizeram compra líquida recorde de US$ 6,84 bilhões em derivativos de dólar na B3. 💵📈 No mesmo pregão, o dólar saltou 8,2%, para R$ 5,40. O mercado precificou risco — mas os números não contam toda a história. 🧵

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O volume foi o maior ao menos desde julho de 2022, segundo dados da B3 compilados por traders e obtidos pelo InfoMoney. E é um número concentrado: só esse pregão respondeu por 61,3% das compras líquidas de dólar de estrangeiros no mês até 26 de outubro.

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Onde ocorreu o movimento? No dólar futuro cheio (DOL), que representou 61% das compras, e no minidólar (WDO), com 38%. Juntos, os dois contratos concentraram praticamente 99% do fluxo. É o mercado de derivativos sinalizando uma mudança brusca de posições.

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Mas comprar dólar futuro não significa, automaticamente, “apostar contra o Brasil”. Pode ser proteção cambial, encerramento de operações feitas antes da eleição ou uma posição direcional. Sem enxergar a ponta completa das carteiras, atribuir uma única motivação seria simplificar demais.

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O analista André Moraes interpreta o episódio, inicialmente, como ajuste pós-eleição: reversão de parte das posições montadas antes da votação decisiva. A pergunta relevante não é só o tamanho do fluxo, mas se ele desaparece nos próximos pregões ou vira tendência.

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Há um paralelo importante: o recorde anterior, de US$ 6,47 bi em abril de 2025, veio em meio à escalada da guerra comercial entre EUA e China. Ou seja: fluxos gigantes no câmbio refletem tanto incertezas locais quanto choques globais. Misturar tudo em uma só narrativa distorce o risco.

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A alta do dólar encarece importações, combustíveis e insumos — e pode chegar mais rápido ao orçamento de quem tem menor renda. Por isso, volatilidade cambial não é apenas assunto de mesa de operações: exige comunicação clara e políticas econômicas capazes de reduzir incertezas reais.

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O dado mais revelador: em um dia, estrangeiros compraram cerca de US$ 2,53 bilhões a mais em dólar do que em todos os outros pregões de outubro somados. Recordes chamam atenção; a persistência do fluxo é que dirá se foi ajuste técnico ou mudança de rota.

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