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Resumo em 10 segundos

Pesquisa aponta que a competição com o setor privado influencia a disposição de servidores para recorrer a GPTs. 🤖🏛️

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Servidores públicos podem recorrer a ferramentas como o ChatGPT mesmo quando seu uso é proibido? 🤖🏛️ Um estudo da FGV analisou essa disposição — e identificou a competição com o setor privado como fator central. 🧵

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O artigo, publicado na revista Public Administration Review, é assinado por Gabriela Lotta e Luciana Jordão de Carvalho, da FGV EAESP, em parceria com Neomi Frish-Aviram.

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O foco são os “burocratas de nível de rua”: profissionais do poder público que atendem diretamente a população e transformam regras e políticas em serviços cotidianos.

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A pesquisa combinou grupos focais com 14 participantes e um experimento com 279 pessoas. O objetivo foi entender por que alguém usaria GPTs apesar de uma proibição institucional explícita.

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Resultado: a intenção de quebrar regras tecnológicas cresce quando esses servidores percebem que concorrentes do setor privado têm acesso irrestrito à IA generativa.

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O dado expõe um dilema prático: proibir ferramentas sem oferecer alternativas seguras pode ampliar a distância de produtividade entre setores — e afetar a capacidade de atendimento ao público.

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O desafio não é só liberar ou bloquear IA. É criar regras claras, proteção de dados, treinamento e ferramentas auditáveis para que inovação não comprometa informações sensíveis nem a confiança nos serviços públicos.

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Vinculado ao ODS 16, o estudo reforça uma questão decisiva: governos precisam acompanhar a transformação tecnológica com governança. IA segura e bem regulada pode fortalecer instituições e ampliar o acesso a serviços.

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