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Resumo em 10 segundos

Pesquisa feita em Harvard encontrou uma assimetria no hipocampo associada a sintomas depressivos em adolescentes com dor crônica. 🧠

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Um estudante da FM-USP foi premiado internacionalmente por investigar como estresse, cérebro e dor crônica se conectam em crianças e adolescentes. 🧠🧵

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João Pedro Costa Cruz, do 4º ano de Medicina da USP, recebeu o Trainee Professional Development Award, da Society for Neuroscience, pelo estudo realizado durante período na Harvard Medical School.

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A pesquisa analisou adolescentes com dor crônica disseminada, uma condição complexa e incapacitante ainda pouco estudada nessa faixa etária — bem menos investigada do que em adultos e idosos.

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Com exames de ressonância magnética, o grupo observou o hipocampo, área cerebral ligada, entre outras funções, à regulação das emoções e à resposta ao estresse.

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Os dois lados do hipocampo apresentaram aumento de volume nos participantes. Mas o crescimento não foi igual: o lado esquerdo aumentou mais que o direito, gerando uma assimetria estrutural.

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Essa assimetria esteve associada principalmente a sintomas depressivos. O achado sugere que a dimensão afetiva da dor pode ter papel relevante em adolescentes, além dos mecanismos físicos.

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Isso não significa que a dor seja “imaginação” ou deixe de ser real. Pelo contrário: reforça que seu tratamento precisa considerar corpo, cérebro e saúde mental de forma integrada e baseada em evidências.

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Ao preencher uma lacuna sobre dor pediátrica, o estudo ajuda a apontar caminhos para cuidados mais adequados. Entender a dor em sua complexidade é essencial para não deixar jovens sem diagnóstico e suporte.

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